gorabet

Hacklink panel

editörbet

Alpha Fuel Pro

Hacklink Panel

Hacklink panel

Hacklink

Hacklink panel

Backlink paketleri

Hacklink Panel

Hacklink

Hacklink

tambet

Hacklink

Hacklink panel

Hacklink

betzula

Hacklink

Hacklink

Hacklink

Hacklink panel

Eros Maç Tv

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink satın al

Hacklink satın al

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Illuminati

Hacklink

Hacklink Panel

Hacklink

Hacklink Panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink Panel

Hacklink

betcio

Masal oku

Hacklink

Hacklink Panel

Hacklink

Hacklink

Hacklink

alobet

Hacklink

Hacklink

Hacklink

Hacklink Panel

anadoluslot

Hacklink panel

Postegro

Masal Oku

gorabet

Hacklink

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

sezarcasino

Hacklink panel

boostaro review

Brain Savior Review

NervEase

Nitric Boost

Nitric Boost Ultra

Hacklink Panel

Yu sleep review

Hacklink

Hacklink

Hacklink

Hacklink

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink

Hacklink

Hacklink panel

Hacklink Panel

Hacklink

trimology review

goldenbahis

alpha fuel pro

meritking

Hacklink

Hacklink

Buy Hacklink

Hacklink

Hacklink

Hacklink

Hacklink

Hacklink satın al

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink panel

Hacklink

Masal Oku

Masal oku

Hacklink panel

Hacklink

Hacklink

หวยออนไลน์

trimology review

Hacklink

Hacklink satın al

marsbahis giriş telegram

marsbahis giriş

Hacklink Panel

pokerklas giriş

holiganbet

jojobet giriş

Saneamento e saúde: relação invisível, mas fundamental

Um país onde quase metade das moradias brasileiras convive diariamente com algum tipo de privação no saneamento é uma nação completamente vulnerável. A cada morte registrada no Brasil por doenças causadas pela falta de saneamento básico, o sentimento é de que a desigualdade venceu. Mas esse cenário, resultado perverso do baixo patamar de investimentos mantido por décadas, leva a um senso de urgência calibrado, em última instância, à urgência da atenção à vida. Aí está o relógio diferente onde verdadeiramente corre nosso tempo. Há coisas que não podem mais esperar e a universalização dos serviços de água e esgoto é uma delas. Quem trabalha com saneamento respira saúde.

Tubulação que passa debaixo da terra é infraestrutura elementar, que leva água para a torneira, faz coleta de esgoto, torna coisas simples do dia a dia – como um banho – possíveis. De tão fundamental, se torna “invisível”. De tão “invisível”, por décadas se tornou politicamente secundária. Na década de ouro do saneamento, porém, não há mais que se discutir a prioridade e a pressa para a transformação dessa realidade.

Diversos estudos comprovam que a falta de acesso a serviços de saneamento básico repercute impiedosamente nos índices de saúde do país e na qualidade de vida da população. Em 2022, a ausência de saneamento básico sobrecarregava o sistema de saúde com mais de 191,4 mil internações por doenças de veiculação hídrica, incluindo leptospirose, cólera, hepatite A e febre tifoide. Essa demanda onerou o Sistema Único de Saúde do país em cerca de R$ 87,6 milhões, valor que poderia ter sido destinado ao tratamento de doenças mais complexas, mas foi levado pelos efeitos do descaso histórico com o saneamento. A maior incidência dessas doenças está na região Norte, cuja infraestrutura do setor é ainda mais escassa e precária, e a menor fica na região Sudeste, com as melhores condições de acesso aos serviços – situação sempre mais agravada para as populações vulneráveis, já que a cobertura de rede costuma chegar primeiro às áreas economicamente mais favorecidas.

Há poucos anos convivemos com a pandemia, e, com ela, vieram estudos buscando entender melhor as variáveis que tornavam as populações mais vulneráveis à Covid. Pesquisas como as realizadas pelo Instituto Trata Brasil (ITB) e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), além de outros levantamentos pelo mundo, confirmaram que quanto mais amplo o acesso a água tratada e rede de esgoto, menor era a taxa de incidência da doença. Serviços de saneamento têm uma relação direta com a saúde, influenciada por marcadores diversos que vão desde segurança alimentar a condições para melhorar o aproveitamento escolar – todos com algum impacto do saneamento.

Falta de água tratada e esgotamento sanitário é um problema grave de saúde pública, que, quando fragilizada, impacta também a produtividade e a geração de renda das famílias. O Instituto Trata Brasil apurou que, apenas em 2021, o país registrou 43,3 milhões de casos de pessoas afastadas de suas atividades cotidianas por causa de doenças de veiculação hídrica. Ou seja, esgoto a céu aberto e moradias sem banheiros ou água potável são ambientes com risco potencializado de contaminação por viroses, verminoses, bactérias, doenças parasitárias, diarreias agudas – uma das principais causas da mortalidade infantil no mundo –, e ainda ferem a dignidade humana e as condições básicas de trabalho e cidadania.

Agora, frente a um país adoecido e em luto por cada vida perdida pela dengue, lança-se mais uma vez um olhar sobre o quão decisiva pode ser a contribuição do saneamento básico para evitar novas catástrofes de saúde no país. Até mesmo porque o preço de um setor estacionado em desenvolvimento é alto demais – uma ameaça a muitas vidas. De acordo com o governo federal, de 2010 a 2022, um intervalo de 12 anos, o Brasil avançou apenas 9,8% em cobertura da rede de esgoto. Isso significa que os investimentos em esgotamento sanitário incluíram, anualmente – no período imediatamente anterior ao Marco Legal –, apenas 0,8% da população. É cerca de 1,5 milhão de habitantes – algo como uma Recife ou uma Porto Alegre em um contingente de 203 milhões. Uma gota de vida em um oceano de riscos.

Juntos, poder público e setor privado vem tomando decisões com o objetivo de mudar de vez essa realidade. Alguns impactos positivos já podem ser vistos de norte a sul do Brasil, segundo o Painel do Saneamento do Instituto Trata Brasil, que usa também dados do IBGE e do governo federal.

De acordo com o Ranking do Saneamento 2024, Maringá, no Paraná, tem os melhores indicadores de universalização do saneamento no país. A cidade não contabilizou, em 2022 (ano-referência do levantamento), nenhum óbito por doença de veiculação hídrica, nenhum caso de internação por esquistossomose, malária ou febre amarela; apresentou um único caso de internação por leptospirose e apenas 32 casos de internação por diarreia. Outro dado significativo é a queda de 75% nas internações por doenças de veiculação hídrica em Campo Grande (2010-2022), que passou sua cobertura de esgoto de 30% para 88%.

No Rio Grande do Sul, um dos estados cujos indicadores de saneamento contrariam seu nível de desenvolvimento, trabalha para se igualar às estatísticas da Região Sul. O Rio Grande do Sul ainda é o estado com a maior parcela populacional sem água tratada: 12,3%, contra 10,4% em Santa Catarina e 3,7% no Paraná, segundo os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano-base 2022, coletados no Painel do Saneamento do Instituto Trata Brasil. O volume de esgoto não tratado também é maior no estado gaúcho: são 449 piscinas olímpicas de dejetos in natura descartadas na natureza por dia, contra 340 em SC e 154 no PR. O RS também tem o maior volume de água perdida: 42% da água potável produzida nos sistemas de distribuição, enquanto nos outros dois estados sulistas o índice de água perdida não faturada é de 35,2% (SC) e 31,8% (PR). E o número mais triste, que reflete bem uma realidade difícil: 17 mil moradias sem banheiro, mais grave que no PR (11,2 mil) e SC (5,7 mil).

Para falar de saúde e água potável, é preciso falar de esgoto. Afinal, os rios que recebem dejetos, tratados ou não, passam por um longo processamento até se transformarem na água que bebemos. Segundo o Instituto Trata Brasil, há uma catástrofe ambiental por dia no país: a cada 24 horas são lançados em córregos, solo e mares um volume de esgoto in natura equivalente a 5,2 mil piscinas olímpicas. O alerta é válido para entender que existe um forte movimento na contramão desses fatos. O ciclo que começa na produção de água e termina com a dispersão de efluentes na natureza pode ser revertido em saúde quando o esgoto é transformado em água segura para retornar ao ecossistema, interrompendo a cadeia de contaminação humana.

Pensarmos na saúde que queremos para as próximas gerações passa por acelerar e ampliar o saneamento básico no país. Negligenciado por décadas, água e esgoto são, agora, cartas valiosas em um ano eleitoral. O desafio da oferta adequada de água potável e rede de coleta e tratamento de esgoto está para a saúde assim como os hospitais estão para os pacientes. Sucateados, são venenos. Modernos e amparados na qualidade do serviço, remédios ou vacinas para a maioria das doenças.

 

Leandro Marin, vice-presidente de Operações Regionais do Grupo Aegea

Luana Pretto, presidente do Instituto Trata Brasil

Rubens Filho, Gerente Executivo de Meio Ambiente do Pacto Global da ONU – Rede Brasil

Leandro Giatti, coordenador do Programa de Pós-Graduação Profissional em Ambiente, Saúde e Sustentabilidade, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP

Compartilhe